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Publicação do dicionário de Petróleo em Língua Portuguesa

Posted by linguaeliberdade On maio - 29 - 2010

petróleoUm dicionário do setor dos Petróleos em Língua Portuguesa foi lançado no dia 28/05/2010 (sexta-feira), em Luanda, pela Sociedade Nacional de Combustíveis (Sonangol), em colaboração com o Instituto Brasileiro de Petróleo e Biocombústiveis, Petrobrás e a Partex de Portugal. O dicionário, fruto da cooperação entre Angola, Brasil e Portugal no domínio dos hidrocarbonetos, comporta 635 páginas, repartidas em sete capítulos e explica de forma clara e objectiva as principais referências e terminologias utilizadas no setor petrolífero. A obra facilita a linguagem e compreensão dos termos técnicos usados na indústria do petróleo e é uma verdadeira contribuição para os que atuam ou pretendam atuar no sector, incluindo jornalistas e estudantes. No ato de apresentação da obra, o ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, informou que o dicionário de Petróleo em Língua Portuguesa foi publicado pela editora Lexikon. O livro, segundo o ministro, que já foi apresentando no Rio de Janeiro e em Lisboa, é uma obra de referência não só por ser a primeiro do gênero, mas também e, sobretudo, porque reúne e fixa em português, por ordem alfabética, os termos correntemente utilizados na indústria petrolífera, nas áreas de exploração, desenvolvimento e produção. De acordo com Botelho de Vasconcelos, dos 900 mil artigos, alguns chamam a atenção do leitor para a terminologia utilizada em cada um dos três países (Angola, Portugal e Brasil) e quando ela é diferente, aparece entre parêntesis o nome do país e se, porventura, não existir o vocábulo em português utiliza o termo em inglês. Segundo o ministro, a obra poderá exercer ao mesmo tempo um papel de informação, formação e aproximação entre os seus utentes, assim como contribuiu para o enriquecimento da língua. Comporta um glossário trilingue (Inglês, Português e Francês). Em breve, a obra estará disponível à consulta pública, nas bibliotecas das instituições de ensino superior e em instituições especializadas. O ato de lançamento do dicionário foi presidido pela ministra do Ensino Superior e Ciência e Tecnologia, Cândida Narciso. Participaram no ato, representantes de empresas petrolíferas que operam no país.

Elias Maurício

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/economia/2010/4/21/Publicado-dicionario-Petroleo-Lingua-Portuguesa,c467395d-1829-4327-8a85-d404cd35e09b.html

educaçãoFoi publicada no Diário Oficial da União do dia 25/05/2010 uma lei que altera a Lei de Execução Penal e obriga a instalação salas de aula nos presídios “destinadas a cursos do ensino básico e profissionalizante”. A legislação, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entra em vigor a partir da sua publicação.

Em 2009, a Plataforma Brasileira de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (Dhesca Brasil) publicou um relatório sobre o tema que apontava que menos de 20% da população carcerária tinham acesso a algum tipo de atividade escolar. O estudo alerta ainda que 70% dos detentos não possuem ensino fundamental completo e 8% são analfabetos.

Segundo a pesquisa, a principal dificuldade para oferta do ensino em prisões está no fato de que o acesso a esse serviço é visto como “privilégio” e não como direito.

No início deste ano, o CNE (Conselho Nacional de Educação) publicou as Diretrizes Nacionais para a Oferta de Educação nos Estabelecimentos Penais, que orienta e torna obrigatório o atendimento escolar a essa população. Sobre a infraestrutura, o documento do colegiado destaca que, com raras exceções, são espaços geralmente “improvisados e precários, sem qualquer organização especial”.

Na avaliação do conselheiro Adeum Sauer, relator desse parecer, a aprovação da lei é “muito positiva” porque reforça as diretrizes aprovadas pelo CNE. “A Constituição estabelece o acesso à educação como um direito público subjetivo de todo cidadão, ela não diz se ele está na prisão ou em liberdade”, aponta Sauer.

O conselheiro ressalta que a oferta desse serviço é de responsabilidade dos estados, já que são eles os responsáveis por administrar as unidades de detenção. “Uma lei como essa ajuda porque sempre tem mais força do que um parecer do conselho”, acredita.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/05/25/lei-obriga-presidios-a-instalarem-salas-de-aula-para-atendimento-educacional-dos-detentos.jhtm