.

Archive for junho, 2010

Palavra do dia: Jabulani

Posted by linguaeliberdade On junho - 24 - 2010

Jabulani s.f.: bola de futebol da marca adidas fabricada para a copa do mundo na África do Sul.

Contexto: O goleiro de Gana Richard Kingson assumiu parte da culpa pelo gol sofrido no empate contra a Austrália, por 1 a 1, no último sábado, mas disse que a bola oficial da Copa do Mundo, a <Jabulani>, também interferiu no lance, informa neste domingo o site Kick Off. (http://esportes.terra.com.br/futebol/copa/2010/noticias/0,,OI4508824-EI15726,00-Goleiro+de+Gana+divide+erro+com+Jabulani.html).

Informações Enciclopédicas: Jabulani é uma palavra da língua Bantu isiZulu, um dos 11 idiomas oficiais da África do Sul. A bola da Copa 2010 tem apenas oito gomos em formato 3D. Seu design possui traços africanos, misturados numa diversificação de 11 cores – o branco predomina. (http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,adidas-apresenta-jabulani-bola-oficial-da-copa-de-2010,476783,0.htm).

jabulani

Prof. M.Sc. Elias Maurício

Palavra do dia: Twittar

Posted by linguaeliberdade On junho - 21 - 2010

Twittar verb.: trocar pequenas mensagens na rede virtual de relacionamento chamada Twitter. Variante gráfica: tuitar.

tuitar

Contexto: O ex-futebolista do FC Porto e da selecção Vítor Baía vai tuitar o Mundial a partir da conta da TMN, atualmente @tmn_pt, apurou o Diário2. (http://diario2.com/vitor-baia-vai-tuitar-o-mundial-a-partir-da-conta-da-tmn-4672).

Informações enciclopédicas: O Twitter já caiu no gosto dos brasileiros: entre junho de 2008 e de 2009, cresceu mais de 280% entre os internautas residenciais, segundo o Ibope Nielsen Online. (http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1336117-6174,00-TWITTAR+OU+TUITAR+OPINE.html)

Aspectos lingüísticos: Por ser tratar de um nome próprio estrangeiro, enquadra-se na regra da nova ortografia que estabelece escrever com “k”, “w” e “y” a palavra derivada de um nome próprio estrangeiro escrito com essas letras.

Prof. M.Sc. Elias Maurício

Palavra do dia: Vuvuzela

Posted by linguaeliberdade On junho - 21 - 2010

Vuvuzela s.f.: instrumento plástico de sopro, bastante barulhento e popular entre torcedores de futebol na África do Sul. Variante fonética: vuvunzela.

vuvuzela

Informações enciclopédicas: A vuvuzela, aquela corneta usada nos estádios da Copa do Mundo que irritam os jogadores, a FIFA e até os telespectadores, ganhou destaque mundial na África do Sul. Mas é a China a principal responsável por esse instrumento barulhento – é de lá que vêm cerca de 90% de todas as vuvuzelas que circulam pelo país da Copa. (http://www.meionorte.com).

Aspectos lingüísticos: Pode-se perceber que a repetição do fonema [v] e a seqüência com outro som vozeado [z] na palavra vuvuzela, parece buscar reproduzir  o som desse instrumento bastante usado nessa Copa do Mundo, na África do Sul.

Prof. M.Sc. Elias Maurício

Há alguns meses vinha pensando em postar algo sobre a experiência que tive ao ministrar a disciplina Fonética e Fonologia do Português para uma turma do PARFOR da Universidade Federal do Pará, Campus Universitário de Bragança. Antes de tudo vamos contextualizar, resumidamente, o que é o Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica – PARFOR. Surge com o objetivo de possibilitar a formação superior adequada aos professores em exercício na rede pública de ensino, garantindo uma educação de qualidade e o que se encontra estabelecido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB, de dezembro de 1996.  Nesse sentido, várias instituições de ensino superior, em parceria com o MEC e secretarias de educação dos estados e municípios, ofertam cursos de nível superior para a formação de professores. O Campus Universitário de Bragança (UFPA) se engloba nessa perspectiva garantindo, na Amazônia paraense, a formação adequada de professores da rede pública para o alcance de uma educação mais qualificada em nossa região. Com essa introdução passo a expor a minha experiência no desenvolvimento da disciplina Fonética e Fonologia do Português. Em janeiro de 2010 tive a oportunidade de desenvolver um trabalho com a turma, trazendo como metodologia da disciplina aulas expositivas e discussões sobre o assunto em sala de aula, produções de resenhas, exercícios sobre fonética e fonologia, uso de filmes, pesquisas na biblioteca, seminário temático sobre aspectos da língua portuguesa voltados para a discussão sobre o ensino-aprendizagem e o preconceito lingüístico. Usamos como texto básico da disciplina o livro da professora Taïs Cristófaro-Silva que trata sobre fonética e fonologia do português. FilmeNas primeiras aulas da disciplina usei um filme chamado “O Enigma de Kaspar Houser” para trabalhar a noção de língua e linguagem, a importância do convívio social para a aquisição da língua e o desenvolvimento da produção dos sons. Num segundo momento, solicitei que os alunos realizassem uma pesquisa na biblioteca do Campus, em dicionários ou livros de Fonética e Fonologia, fazendo um levantamento de termos relacionados à área da disciplina. O objetivo, nesse momento, era fazer com que os alunos se familiarizassem previamente com alguns termos usados na Fonética e Fonologia. Recebemos, então, um fichamento com vários termos e definições da área de conhecimento da Fonética e Fonologia. Destaca-se que a Biblioteca é um local muito importante para o desenvolvimento intelectual do aluno. É um espaço onde o aluno universitário deve saber buscar suas fontes de pesquisa para leitura e construção do seu conhecimento.

ALUNOS NA BIBLIOTECA

Biblioteca

Os exercícios sobre fonética e fonologia foi uma prática bastante usada em sala de aula para facilitar a copreensão e fixação do quadro de consituição dos fonemas em língua portuguesa e a função desses fonemas no estabelecimento da distinção e produção de sentidos na língua, bem como suas variantes no português. Procuramos, a partir desses conhecimentos, estabelecer uma relação com sua importância para o processo de ensino-aprendizagem da língua portuguesa.

EXERCÍCIOS EM SALA DE AULA

Exercícios

Fizemos uso do Laboratório de Informática do Campus para o desenvolvimento de uma aula prática sobre órgãos envolvidos na produção dos sons, como ocorre a articulação desses sons. Para isso, usamos os programas do site http://www.uiowa.edu/~acadtech/phonetics/ . No entanto, o programa oferece o trabalho com apenas três línguas: inglês americano, alemão e espanhol. Mesmo trabalhando com a fonética da língua portuguesa, o site propiciou uma boa aula de observação, até mesmo porque estávamos trabalhando com o alfabeto fonético internacional. Consideramos que esse momento foi bastante empolgante para os alunos e para a construção do conhecimento acerca das propriedade fisiológicas envolvidas na produção dos sons.

NO LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA (AULA PRÁTICA)

DSC01208Trabalhamos também a temática da aquisição da linguagem escrita e o processo de alfabetização, aproveitando o conhecimento que estávamos construindo sobre os processos fonético-fonológicos da língua portuguesa. Nesse momento, fizemos a relação entre a oralidade e escrita, mostrando quais os graus de dificuldades para o alfabetizando na aquisição da ortografia. Segundo Rego & Buarque (1999), Cagliari & Cagliari-Massini (1999) e Cagliari (1999b), o professor pode atuar como um mediador eficiente na aprendizagem das regras ortográficas. Tanto na escrita alfabética como na ortográfica, o ponto de partida para a representação das palavras é a observação dos sons da fala. Mesmo assim, é freqüente a criança e até mesmo o adulto se deparar com dúvidas a respeito de como escrever uma palavra. A maneira mais adequada de sanar esse tipo de dúvida seria o hábito de consultar o dicionário. Dessa forma, trabalhar nesse espaço em que a escrita não é uma coisa e nem outra, é tarefa básica do professor (CAGLIARI & CAGLIARI-MASSINI, 1999 e CAGLIARI, 1990). Usamos um vídeo, bastante interessante, em que se tratava do assunto com exemplos concretos, o que possibilitou a turma a entender a importância desse conhecimento e a diferenciação entre grafema-fonema.

VÍDEO SOBRE ALFABETIZAÇÃO E O ENSINO DE ORTOGRAFIA

VÍDEO

Como ponto de culminância da disciplina, desenvolvemos um seminário com os alunos para que eles pudessem apresentar alguns temas sobre variados processos lingüísticos (vogais, rotacização, assimilação, o padrão e não-padrão na língua portuguesa, a relação fonema-grafema no processo de ensino de língua portuguesa, etc.).  Sete equipes apresentaram trabalhos avaliados por mim (professor da disciplina) e por outro professor convidado (Prof. Carlos Nedson) que contribuiu com algumas observações acerca dos temas trabalhados. Ministrar a disciplina para a turma do PARFOR foi bastante gratificante, pois me propiciou uma troca de experiência com professores oriundos de diversas localidades e que trouxeram suas expectativas e conhecimento para contribuir com o desenvolvimento das aulas. Agradeço a coordenação do Curso de Letras de Bragança, a coordenação do PARFOR em Bragança que acreditaram nesse projeto, contribuindo também para o desenvolvimento da educação em nossa região.

SEMINÁRIO

DSC01233

DSC01246

DSC01234

DSC01238

DSC01239

DSC01241

DSC01247

Prof. M.Sc. Elias Maurício

REFERÊNCIAS

CAGLIARI, L.C. A ortografia na escola e na vida. In. CAGLIARI, L.C., MASSINI-CAGLIARI, G. Diante das letras: a escrita na alfabetização. Campinas, SP, Mercado das Letras, 1999a.

____. A caracterização gráfica na história do alfabeto. In. CAGLIARI, L.C., MASSINI-CAGLIARI, G. Diante das letras: a escrita na alfabetização. Campinas, SP, Mercado das Letras, 1999b.

____. A ortografia na escola e na vida. in ALVES, Maria Leila (coord). Isto se aprende com o ciclo básico. São Paulo: Secretaria de Estado da Educação, 1990. CAGLIARI, L.C., MASSINI-CAGLIARI, G. Diante das letras: a escrita na alfabetização. Campinas, SP, Mercado das Letras, 1999.

Copa do Mundo em linguagem de sinais

Posted by linguaeliberdade On junho - 4 - 2010

mão de sinaisA copa do mundo será também narrada em linguagem de sinais no site da Federação Internacional de Futebol – FIFA (http://pt.fifa.com). Consideramos essa atitude como um gol de placa da FIFA para esse campeonato mundial. A inserção e valorização dos portadores de necessidades especiais tem sido uma grande luta da educação no Brasil. A sociedade contemporânea não pode mais relegar que essas pessoas possuam os mesmos direitos à educação, ao lazer, etc como qualquer cidadão brasileiro. Por isso, não poderíamos deixar passar em branco e divulgar tal iniciativa para, ao mesmo tempo, chamar atenção para um fato tão importante e que deve ser discutido em todos os âmbitos institucionais (empresas, escolas, políticas públicas). “O futebol é um esporte universal e há de ser acessível para todos. Por esta razão, é um prazer para nós podermos oferecer este serviço”, afirmou o presidente da Fifa, Joseph Blatter.

Conforme o comunicado na página oficial da FIFA, logo após cada uma das 64 partidas da Copa do Mundo na África do Sul, será apresentado um vídeo com o resumo do jogo na língua internacional de sinais.
Elias Maurício

Leia mais:

http://pt.fifa.com/worldcup/organisation/media/newsid=1223741/index.html#fifa+tera+videos+lingua+sinais

CALOR

Um grupo de alunos da UNICAP – Pernambuco resolveu realizar um protesto contra a falta de climatização nas salas de aula dos blocos A e G da instituição de ensino superior. A manifestação teve a participação de alunos de vários cursos, que compareceram na universidade circulando com trajes de banho e cuecas samba-canção. Durante o protesto, os alunos cantaram paródias de músicas chamando a atenção para o calor e para o objeto de seus desejos: o ar-condicionado.

O Rebolation virou “caloration”, e a música  É o Amor, de Zezé di Camargo e Luciano, ganhou uma nova versão: “Seu reitor, vê se deixa de viajar e olha pra cá. Não vê que a cada dia a sala só faz esquentar. Só quero ver o dia que isso vai mudar...” (http://jc.uol.com.br)

Conforme informações de Camila Áurea, presidente do Diretório Central dos Estudantes – DCE, da Universidade Católica de Pernambuco, “o sol bate e os alunos ficam recolhidos na metade da sala, morrendo de calor” e conforme Thiago Lira “a mensalidade média é de R$ 800,00 e, mesmo assim, a gente não tem ar-condicionado nas salas…”.

No ato do manifesto, os alunos se dirigiram à reitoria da UNICAP para entregar ao Reitor, Padre Pedro Rubens, uma reivindicação e um picolé, símbolo de suas reivindicações. Foram recebidos na reitoria pelo pró-reitor comunitário e pela coordenadora de graduação, Verônica Brayner, que informaram a ausência do reitor. Porém, o pró-reitor comunitário, em conversa com os alunos, informou que “isso é algo que não pode ser feito do dia para a noite”, sendo muito oneroso para a universidade a climatização em todas as salas de aula, mas que  a universidade vem trabalhando no sentido de conseguir parcerias para a execução do projeto de climatização. Veja o vídeo do protesto:

Elias Maurício

Leia mais: http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/pernambuco/noticia/2010/06/02/alunos-vao-a-catolica-com-trajes-de-banho-para-protestar-contra-o-calor-223916.php